domingo, 4 de dezembro de 2011
LARANJA 10 X 0 PALMATÓRIA
sábado, 26 de março de 2011
Laranja versus palmatória

Antigamente, para que se aprendesse a tabuada, o aluno era pressionado pela terrível palmatória. Com medo de tomar os bolos daquele instrumento (pancadas nas mãos), o aluno estudava, estudava até decorar todas as casas da tabuada. Isso era muito triste e eu passei por esse tempo.
Relendo o livro “Aritmética da Emília”, encontrei uma pequena narrativa onde Monteiro Lobato nos ensina através da Tia Anastácia, que “laranja” funciona melhor do que palmatória.
O negócio foi o seguinte:
O Senhor Visconde de Sabugosa estava fazendo uma apresentação/show sobre as “reinações” da Aritmética. E, em determinado momento disse que não seria possível continuar com o espetáculo se a platéia não soubesse a tabuada na ponta da língua. Então, como era tempo das laranjas, a Emília sugeriu que se escrevesse as casas da tabuada nas cascas das laranjeiras e que, se alguém desejasse chupar uma laranja daquele pé, deveria recitar de cor a casa da tabuada ali escrita. E a turma do sítio aderiu à idéia e aprendeu mesmo a difícil tabuada.
Assim registra Lobato:
Ficaram desse modo tão afiados que Tia Nastácia não parava de abrir a boca.O que ocorre aqui é a velha questão da recompensa. O aluno é estimulado a aprender por causa da recompensa. Nesse caso, uma recompensa positiva; naquele caso, um castigo, uma recompensa negativa.
—
Parece incrível — dizia ela — que laranja dê "mió" resultado que palmatória — e
dá. Com palmatória, no tempo antigo, as crianças padeciam e custavam a aprender.
Agora, com as laranjas, esses diabinhos aprendem as matemáticas brincando e até
engordam. O mundo está perdido, credo. . .
As recompensas positivas também são usadas pelos treinadores de animais. É costume vermos em filmes esses treinadores dando torrões de açúcar para recompensar o animal pela resposta desejada. Também vemos professores dando balas e bombons para seus alunos com o mesmo objetivo.
Certamente o estímulo doce é melhor do que a dolorosa palmatória, mas há algo que não mudou, ainda que não haja doces como prêmios. “Aquele que não aprende por amor, aprenderá pela dor”. Em algum momento da vida, o conhecimento fará falta para o aluno. Por causa disso ele perderá uma excelente oportunidade. Quantos de nós não temos lamentado o fato de não termos estudado o suficiente para ser aprovado nesse ou naquele concurso que nos traria um prêmio muito maior do que aquele breve esforço para a aprendizagem!
O sacrifício da aprendizagem é temporário; os benefícios proporcionados pelo saber são permanentes. Laranja ou palmatória... Não importa o que sejam. Todos nós precisamos de estímulos, mas o melhor desses é a consciência de que, se não nos esforçarmos no hoje para aprender, o nosso futuro amanhã poderá ser ainda mais sofrível.
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
Frases impactantes

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Sequência de Fibonacci
Trata-se de uma sequência numérica em que cada número, a partir do terceiro é igual à soma dos dois anteriores. Ela começa com 0 e 1. Então, seria formada pelos seguintes termos: (0, 1, 1, 2, 3, 5, 8, 13, ...). Essa sequência aparece na natureza. Foi construída a partir da observação do fluxo reprodutivo dos coelhos e considerando que:• no primeiro mês nasce apenas um casal,
• casais amadurecem sexualmente (e reproduzem-se) apenas após o segundo mês de vida,
• não há problemas genéticos no cruzamento consanguíneo,
• todos os meses, cada casal fértil dá a luz a um novo casal, e
• os coelhos nunca morrem.
Valendo essas condições seria possível saber quantos coelhos se teria depois de um determinado número de meses. Infelizmente, os coelhos morrem. Mas
, posteriormente se verificou que esses números aparecem em outras situações naturais, tais como a nervura das folhas, os galhos das árvores, o cone do abacaxi e da alcachofra, ou no desenrolar da samambaia.Genericamente, chama-se sequência de Fibonacci qualquer função do tipo: g(n+2) = g(n) + g(n+1).
É usada na análise de mercados financeiros, na ciência da computação e na teoria dos jogos.
A partir do número 8 dessa sequência, a razão entre dois termos consecutivos é conhecida como “regra de ouro”, sendo 1 : 1,6. É considerada como o número da perfeição, influenciando a arte e a arquitetura.
Mais informações: http://pt.wikipedia.org/wiki/N%C3%BAmero_de_Fibonacci
Sequências

Acreditamos que o universo está organizado por meio de sequências, mas não conhecemos todas elas. Trata-se de conjuntos de elementos dispostos em observância a uma determinada ordem e que constituem um conteúdo matemático de grande utilidade, normalmente estudado no 1º ou 2º ano médio. Permite, por exemplo, que o observador descubra qual ou em que ordem está localizado um determinado elemento que faça parte da sequência.
Em que pese conhecermos apenas algumas das sequências em que o universo está organizado, essas já nos ajudam bastante em nossas atividades quotidianas, por serem hoje, facilmente observáveis. E, com o passar do tempo, continuando os estudos e pesquisas, outras sequências poderão ser acrescentadas ao rol da ciência numérica na medida em que forem sendo descobertas.
São sequências:
a) os dias da semana: segunda-feira, terça-feira, quarta-feira, ... Mesmo sem escrever, nós já sabemos quais são os outros dias, porque conhecemos essa sequência.
b) os números naturais pares: 0, 2, 4, 6, 8, .... Sabemos qual é o próximo número.
c) Os meses do ano: janeiro, fevereiro, março, abril, ... Aqui também ocorre a mesma coisa.
d) Os anos em que o Brasil foi campeão mundial de futebol: 1958, 1962, 1970, 1994 e 2002.
Além dessas, temos muitas outras sequências interessantes, como por exemplo a sequência de Fibonacci.
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
A contextualização matemática
A contextualização - Prof. Izaias ResplandesA aprendizagem da linguagem matemática e o domínio das ferramentas básicas (dos algoritmos) é muito importante para o progresso matemático do aluno. Mas não é suficiente. Para que o aluno reconheça a importância do que está estudando é preciso que esse conhecimento lhe seja apresentado de forma contextualizada. É preciso que ele veja e sinta a necessidade de aprender aquilo que lhe está sendo ensinado pelo professor.
A contextualização pode se dar por meio de leituras, de filmes e das próprias histórias de vida dos alunos. Se o filme traz o conhecimento específico que se está estudando, ótimo. Mas, mesmo que não traga especificamente o referido conteúdo, se já for possível fazer uma ponte entre o enredo e o que se está estudando, já está de bom tamanho.
A série “Numbers” é composta de episódios onde o prof. Charles Eppes, um gênio matemático tenta ajudar o FBI a desenvolver as suas investigações criminais. Os temas explorados pelo Prof. Eppes não são tão elementares, mas demonstra diversas formas de como a Matemática pode ser utilizada no dia-a-dia de algumas pessoas.
O livro “O homem que calculava”, do Prof. Júlio César de Mello e Sousa, o Malba Tahan traz interessantes histórias que podem ser utilizadas para ilustrar a necessidade de se saber matemática.
Além desses materiais, outros com certeza poderão ser localizados e utilizados. O certo é que devemos procurar contextualizar o nosso trabalho para que ele seja o mais significativo possível para os nossos alunos, para que estes sintam a necessidade de aprender aquilo que estamos querendo ensinar.Júlio César de Mello e Souza. (Rio de Janeiro, 6 de maio de 1895 — Recife, 18 de junho de 1974), mais conhecido pelo heterônimo de Malba Tahan, foi um escritor e matemático brasileiro. Através de seus romances foi um dos maiores divulgadores da matemática no Brasil. Ele é famoso no Brasil e no exterior por seus livros de recreação matemática e fábulas e lendas passadas no Oriente, muitas delas publicadas sob o heterônimo/pseudônimo de Malba Tahan. Seu livro mais conhecido, O Homem que Calculava, é uma coleção de problemas e curiosidades matemáticas apresentada sob a forma de narrativa das aventuras de um calculista persa à maneira dos contos de Mil e Uma Noites. Monteiro Lobato classificou-a como: "… obra que ficará a salvo das vassouradas do Tempo como a melhor expressão do binômio ‘ciência-imaginação.’"
Júlio César, como professor de matemática, destacou-se por ser um acerbo crítico
das estruturas ultrapassadas de ensino. "O professor de Matemática em geral é um
sádico. — Denunciava ele. — Ele sente prazer em complicar tudo." Com concepções muito à frente de seu tempo, somente nos dias de hoje Júlio César
começa a ter o reconhecimento de sua importância como educador. Em 2004 foi
fundado em Queluz -- terra
onde o escritor passou sua infância—o Instituto
Malba Tahan, com o objetivo de fomentar, resgatar e preservar a memória e o
legado de Júlio César.
Não é fácil contextualizar, mas se conseguirmos fazer isso, provavelmente iremos fracassar.
Os fundamentos da Matemática
Os alunos passarão pouco tempo na escola. Desta forma, para contribuir de uma maneira bastante significativa, será necessário trabalhar os conteúdos mais essenciais, aqueles que, se os alunos não souberem, eles não conseguirão caminhar com os próprios pés.
Na área da Matemática, que conteúdos são esses?
Ao meu ver o aluno precisa saber ler para conseguir ler os livros, as revistas e outros matérias escritos. Assim, a linguagem matemática deve ser passada a limpo. Se o aluno não conhecer os símbolos usados nos textos e problemas matemáticos não terá condições de entendê-los e muito menos de resolvê-los.
Na sequência é necessário o desenvolvimento de uma competência que possibilite a resolução dos problemas mais fundamentais da vida de todas as pessoas. “É preciso saber fazer as contas!” – diria um aluno. “Se eu não souber fazer as contas, como vou resolver os problemas”. Concordo plenamente. Após a leitura é preciso conhecer as principais operações matemáticas: adição, subtração, multiplicação, divisão, potenciação e radiciação.
As contas são realizadas com os números. Antes de tudo, portanto, devemos conhecer os números com os quais iremos trabalhar, começando pelos naturais e chegando aos complexos.
É claro que os alunos podem e devem usar as tecnologias. Mas é preciso esclarecer que saber usar a tecnologia e desfrutar dos benefícios que ela pode nos proporcionar não equivale a dizer que nós temos o conhecimento científico, mas apenas que sabemos usar as máquinas. O aprendizado deve ir além de saber usar o instrumental. De forma que os velhos algoritmos construídos ao longo dos anos não devem ser desprezados. Os alunos devem se apropriar de sua operacionalização para, através deles, se apropriarem verdadeiramente do conhecimento trabalhado.
Neste sentido, sintetizamos que o início do trabalho matemático deve partir dos seguintes conteúdos:
1 – A linguagem matemática
2 – Os conjuntos numéricos
3 – As operações fundamentais: adição, subtração, multiplicação, divisão, potenciação e radiciação.
4 – Os algoritmos básicos.
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Ex-aluna Pe. César se forma em Direito
Colou grau em Direito, nesta data de 22 de fevereiro de 2010, na Unic de Primavera do Leste, a jovem senhora Keit Diogo Gomes Newman, ex-aluna da Escola Pe. César Albisetti, prima do Prof. Izaias Resplandes de Sousa, com quem estudou Matemática e que foi um de seus incentivadores para o curso de Direito. Na ocasião, a família compareceu à faculdade, parabenizando-a pela conquista, desejando-lhe um carreira jurídica bem sucedida.
Nos também lhe desejamos muitas felicidades!
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
O comando está com as mulheres
Aprender, Fazer, Conviver e Ser - eis os pilares do novo ano
Palestra do Dr. João Batista Cavalcante, da OAB/MT
Atendendo ao convite da Equipe Gestora da EEPSG Pe. César Albisetti, o Dr. João Batista Cavalcante, Advogado, Presidente do Tribunal de Defesa das Prerrogativas dos Advogados de Mato Grosso, ex-Presidente da Subsessão da OAB de Poxoréu, MT, esteve presente nos períodos matutino e noturno da unidade escolar, onde proferiu palestra sobre "A responsabilidade do estudante junto à escola: direitos e deveres".
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A Declaração dos Direitos da Criança, adotada pela Organização das Nações Unidas – ONU, em 20 de novembro de 1959 e ratificada pelo Brasil, traz em seu interior mandamentos e normas de comportamento social importantíssimos, decisivos na defesa dos direitos inerentes às crianças e aos jovens.
Princípio 1. – A criança gozará de todos os direitos enunciados nesta declaração. Sem qualquer exceção, serão credoras desses direitos, sem distinção ou discriminação por motivo de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento ou qualquer outra condição, quer sua ou de sua família.
Princípio 2. – A criança gozará de proteção social e ser-lhe-ão proporcionadas oportunidades e facilidades, por lei ou por outros meios, a fim de lhe facultar o desenvolvimento físico, mental, moral, espiritual e social, de forma sadia e normal, em condições de liberdade e dignidade.
A Lei Federal n. 8.069/90, que dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente determina por sua vez que:
Artigo 1. –Esta Lei dispõe sobre a proteção integral à criança e ao adolescente.
Artigo 2. – Considera-se criança, para os efeitos desta Lei, a pessoa até 12 (doze) anos de idade incompletos, e adolescente aquela entre 12 (doze) e 18 (dezoito) anos de idade.
Artigo 3. - A criança e o adolescente gozam de todos os direitos fundamentais inerentes à pessoa humana, sem prejuízo da proteção integral de que trata esta Lei, assegurando-se-lhes, por lei ou por outros meios, todas as oportunidades e facilidades, a fim de lhes facultar o desenvolvimento físico, mental, moral, espiritual e social, em condições de liberdade e dignidade.
Portar sempre autorização dos pais ou responsáveis em viagens
Cumprir os horários de recolhimento noturno previstos nas legislações e determinações específicas
Obedecer sempre aos pais e professores e respeitar os mais idosos.
SANÇÕES E PUNIÇÕES – PRÁTICAS DE ATOS INFRACIONAIS
“Há um mundo a ser descoberto dentro de cada criança e de cada jovem. Só não consegue descobri-lo quem está encarcerado dentro do seu próprio mundo”.
Augusto Cury
Colocamos uma televisão na sala e alguns pais, com mais recursos, colocaram uma televisão e um computador no quarto de cada filho. Outros, encheram seus filhos de atividades, matriculando-os em cursos de inglês, computação, música, etc.
Tiveram uma excelente intenção, só não sabiam que as crianças precisavam ter infância, que necessitavam inventar, correr riscos, frustrar-se, ter tempo para brincar e se encantar com a vida.
Não imaginavam o quanto a criatividade, a felicidade, a ousadia e a segurança do adulto dependiam da memória e da energia emocional da criança. Não compreenderam que a TV, os brinquedos manufaturados, a Internet e o excesso de atividades obstruíam a infância dos seus filhos.
Criamos um mundo artificial para as crianças e pagamos um preço caríssimo. Produzimos sérias conseqüências no território da emoção, no anfiteatro dos pensamentos e no solo da memória delas.
Pais e filhos vivem ilhados, raramente choram juntos e comentam sobre seus sonhos, mágoas, alegrias, frustrações.
Na escola, a situação é pior.
As crianças e os jovens aprendem a lidar com fatos lógicos, mas não sabem lidar com fracassos e falhas. Aprendem a resolver problemas matemáticos, mas não sabem resolver seus conflitos existenciais.
Devemos usar o sofrimento para construir a sabedoria.
Não estamos educando a emoção nem estimulando o desenvolvimento das funções importantes da inteligência, tais como, contemplar o belo, pensar antes de agir, expor e não impor as idéias, gerenciar os pensamentos, ter espírito empreendedor. Estamos informando os jovens, e não formando sua personalidade.
Os jovens conhecem cada vez mais o mundo em que estão, mas quase nada sobre o mundo que são.
No máximo conhecem a sala de visitas da sua própria personalidade. Quer pior solidão do que esta? O ser humano é um estranho para si mesmo. A educação tornou-se seca, fria e sem tempero emocional. Os jovens raramente sabem pedir perdão, reconhecer seus limites, se colocar no lugar dos outros. Qual é o resultado? Nunca o conhecimento médico e psiquiátrico foi tão grande, e nunca as pessoas tiveram tantos transtornos emocionais e tantas doenças psicossomáticas.
A depressão raramente atingia as crianças. Hoje há muitas crianças deprimidas e sem encanto pela vida. Pré-adolescentes e adolescentes estão desenvolvendo obsessão, síndrome do pânico, fobias, timidez, agressividade, e outros transtornos ansiosos.
Milhões de jovens estão se drogando. Não compreendem que as drogas podem queimar etapas da vida, levá-los a envelhecer rapidamente na emoção. Os prazeres momentâneos das drogas destroem a galinha dos ovos de ouro da emoção. Inúmeros são os jovens que procuram tratamento pelo uso de drogas e nenhum deles é feliz.
E o stress? É comum detectarmos não apenas adultos estressados, mas também jovens e crianças. Eles têm freqüentemente dores de cabeça, gastrite, dores musculares, suor excessivo, fadiga constante de fundo emocional. E então? Vamos assistir passivamente nossos filhos serem vítimas do sistema social que criamos?
Devemos procurar soluções que ataquem diretamente o problema. Precisamos conhecer algo sobre o funcionamento da mente e mudar alguns pilares da educação. As teorias não funcionam mais. Bons professores estão estressados e gerando alunos despreparados para a vida. Bons pais estão confusos e gerando filhos com conflitos. É urgente a necessidade de uma maior aproximação entre pais e filhos. Entre professores e alunos. A autoridade dos pais e o respeito por parte de seus filhos não são incompatíveis com a mais singela amizade.
Por um lado, os pais não devem ser permissivos, nem um joguete nas mãos dos seus filhos. Mas por outro, devem procurar serem grandes amigos deles.
Estamos na era da admiração. Ou os filhos admiram os pais ou eles não terão qualquer influência sobre aqueles. A verdadeira autoridade e o sólido respeito nascem através do diálogo. O diálogo é uma pérola oculta no coração. Ela é tão cara e tão acessível! Cara, porque ouro e prata não podem comprá-la; acessível porque o mias miserável dos homens pode encontrá-la. Vamos procurá-la?
PROFESSORES
Que tipo de batalha estamos travando para que nossos nobres soldados que se encontram no front - os professores - estejam adoecendo coletivamente? Que tipo de educação é esta que estamos construindo? E que vem eliminando a boa qualidade de vida dos nossos queridos mestres? Damos valor ao mercado de petróleo, de carros, de computadores, mas não percebemos que o mercado da inteligência está falindo.
Não apenas os salários e a dignidade dos professores precisam ser resgatados, mas também a sua saúde. Professores e alunos estão coletivamente acometidos da síndrome do pensamento acelerado – SPA.
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- Aula de campo às margens do Rio Areia;
- Passeios em Barra do Garças ( Balneário de Águas Quentes );
- Outros passeios ( Águas Claras, em Primavera do Leste ); Cachoeira do Lucas; Cachoeiras do Berto Pinga; Águas Quentes do Buritizal e Águas Quentes do Córrego Rico (Damasceno);
- Prática e exercitação do teatro;
- Festivais da canção, cavalgadas, jogos, competições esportivas, etc, etc, etc, ....
Para finalizar, queremos deixar aqui um pedido: professores, por favor, tenham paciência com seus alunos!
E não se esqueçam da frase lida por nós no início:
“Educar é ser um garimpeiro que procura os tesouros do coração”.
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Muito obrigado pela atenção e um feliz 2.010 para todos!
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Pe. César inicia ano letivo de 2010
Após a abertura feita pela nova Direitora, Profª Juscinéia Teixeira Queiroz, dando as boas vindas a todos, foi executado o Hino Nacional Brasileiro. Em seguida, teve início a parte religiosa do evento, com a palavra do novo pároco da Igreja Católica, Pe. Guilherme, o qual destacou a importância do Estado de Mato Grosso na economia brasileira. Segundo ele, nosso Estado possui um PIB - Produto Interno Bruto maior do que o de todos os Estados do Brasil, ficando logo abaixo do PIB chinês. Falou sobre o patrono da Escola, "Pe. César Albisetti", destacando sua iportância tanto no cenário nacional como internacional, autor da fantástica obra literária, a Enciclopédia Boróro. Pediu a bênção para todos da Escola.
Pe. César Albisetti: primeiro dia letivo de 2010

domingo, 7 de fevereiro de 2010
Começou o ano letivo de 2010
Bem-vindos!!!
O futuro da juventude

Prof. Izaias Resplandes
Há um versículo na Bíblia, no livro do Eclesiastes, o qual diz assim: “Alegra-te, jovem, na tua juventude, e recreie-se o teu coração nos dias da tua mocidade; anda pelos caminhos que satisfazem ao teu coração e agradam aos teus olhos; sabe, porém, que de todas estas coisas Deus te pedirá contas” (Cf. Ec. 11:9).
É comum de se ouvir que os jovens são o futuro da Nação; outros contestam isso, dizendo que eles são o presente e não o futuro. Na verdade, as duas afirmações podem ser verdade, porque o futuro não nega o presente, apenas se apresenta como mais uma de suas possibilidades. Mas o que queremos analisar é a possibilidade dos jovens de hoje virem a ocupar os espaços do amanhã. Não resta dúvidas de que isso é possível, desde que façam as lições de casa de hoje.
Segundo Paulo Freire, a única forma de se garantir que algo que não pode ser feito hoje, seja realizado amanhã é fazendo hoje aquilo que hoje pode ser feito. Se o jovem fizer hoje as escolhas certas, que o capacitem para desenvolver excelentes atividades produtivas amanhã, então atingirá os seus sonhos. Mas, contrário senso, se não fizer boas escolhas hoje, amanhã ele acabará por ficar fora do processo, sendo substituído por outro que seja mais competente do que ele.
Agora dentro dos limites estabelecidos para a liberdade, sim, o jovem pode fazer o que desejar. Todavia, como o seu futuro depende do que ele vier a fazer, é importante que saiba fazer as melhores escolhas. E é nesse ponto que quero falar com mais liberdade.
O jovem da sociedade do conhecimento, coletivamente falando, está preocupado com muitas coisas. Ele quer namorar, que agora é sinônimo de ficar, de sexo livre, de beijos ardentes e de bolinações libidinosas. Ele quer farrear, beber, fumar, usar drogas e outros estimulantes. Estar presente nas boates, nos points de aglomeração como o Gandaia, a Boa, o Pau do Meio e outros lugares semelhantes. Ele gosta de freqüentar as Lan Houses para jogar... O jovem de hoje, com raras exceções, está bem pouco interessado em adquirir o conhecimento das ciências. Ele vem a Escola. Gosta do espaço escolar, gosta dos professores e dos colegas. O que eles não gostam mesmo é de estudar. O ato de adquirir conhecimento é chato, maçante e enche...
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
Vale a pena ser professor
Diz a Bíblia que Deus decidira destruir as cidades de Sodoma e Gomorra, por causa de seu pecado que, crescendo tanto, atingira os céus. Veio então o anjo de Deus, responsável pela missão e anunciou a Abraão o que iria acontecer. Então Abraão pediu que a cidade não fosse destruída em atenção aos 50 justos que houvesse lá e Deus disse que o atenderia se lá houvesse 50 justos; então ele diminuiu para 30, depois para 20, depois para 10, depois para 5 e então desistiu do pedido, achando que não adiantaria suplicar e que tudo estava perdido. Se ele tivesse pedido por um, com certeza Deus o teria ouvido por causa de Ló, o qual foi retirado de lá com vida.
Diz Jesus que devemos deixar as 99 ovelhas salvas no redil e buscar aquela que estiver perdida. Uma ovelha faz toda a diferença para ele. Da mesma forma, um aluno interessado deve fazer também toda a diferença para o professor.
Sigamos em frente, na certeza de que antes de descansarmos de nosso trabalho, com certeza teremos muitos motivos para dizer que valeu a pena ser professor, mesmo que seja apenas por causa de um só que saiu vitorioso do nosso trabalho.
Feliz 2009!
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
A Matemática da vida
Fim de mês é data boa
Que faz a nossa alegria.
Ao receber o salário
Do patrão da Companhia.
Mas também é de tristeza
Quando a gente volta a casa
Pois o bolso do empregado
No mercado tudo vaza.
Mal dá para a comida
Do puro arroz com feijão.
E sem um centavo no bolso
O mês vira solidão.
Não tem jeito de sair
À noite, em diversão.
Ninguém quer saber de gente
Com bolsos sem um tostão.
Nessa situação danada
Vi sem jeito de ficar
Eu tinha que mudar de vida
Antes dela se acabar.
Então pensei na escola
Que eu tinha deixado pra lá...
Será que depois de anos
Adiantaria eu voltar?
Pensei, pensei e fiz as contas:
Se eu fizesse o supletivo,
Talvez eu viesse aprender
A ser um cara mais vivo.
Se eu aprendesse matemática,
Somaria melhor minha conta,
Diminuiria um pouco meu gasto...
Talvez molhasse a garganta!
Foi essa avaliação o que me fez decidir
Voltar à escola, ao ponto em que desisti,
Dividir meu tempo ao trabalho
Na busca do que perdi.
E assim voltei estudar
Na primeira fase do EJA.
Sempre bastante cansado
Do pós dia de peleja.
Mas peguei firme com Deus
Que eu haveria de dar conta.
Estudei cada operação
Fiquei tal barata tonta.
O mundo girava em números...
Unidades, dezenas... Unidades de milhar;
Milhões de bilhões e trilhões;
Ninguém conseguia contar.
Então veio o dia de prova.
Oh, que terrível tensão!
Foi zero pra cá, zero pra lá,
Uma total reprovação.
Então o professor explicou
Que na Matemática é assim.
O que no começo se erra,
Se aprende tim-tim por tim-tim.
Então ele fez outra prova
Sob nova orientação
Passo a passo nos mostrando
Como refazer a lição.
Nas contas com os inteiros
E também os decimais:
Vírgula debaixo da vírgula
É assim nas “contas de mais”.
Quando eram as de vezes,
Contas de multiplicar.
As casas depois da vírgula,
Nessas, tinha de contar.
Nas de dividir, então...
É mais fácil de explicar.
Bastavam as decimais
Antes de tudo, igualar.
A prova foi um sucesso
Depois dessa explicação.
Não teve quem tirou zero
Foi total a aprovação
Então o mestre explicou
Que foi nossa decisão
Diante dos resultados
Que dos nos deu motivação.
Disse que nessa terra
Todo mundo nasce igual
E o que faz a diferença
É não querer ser tal qual.
Todos podem aprender
A somar... Multiplicar.
Só uma coisa é preciso:
Coragem pra começar.
E isso aqui tem de sobra...
Tutano melhor tá pra vir.
Então não pode haver Matemática
Que nos faça desistir!
Um mais um soma dois
Duas vezes dois somam quatro
Aprendendo mais Matemática
Terá mais feijão no prato.
Como filho dessa terra
Lutarei até o fim.
E as glórias que vêm dos céus
Serão também para mim.
Izaias Resplandes





