quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Artur Avila

Texto disponível em: http://veja.abril.com.br/noticia/educacao/um-brasileiro-no-topo-do-mundo


Especial

Um brasileiro no topo do mundo 

O carioca Artur Avila conquistou, aos 35 anos, o prêmio máximo da matemática por sua produção portentosa e constante de soluções para enigmas que há décadas desafiam seus pares

Monica Weinberg, de Paris
SENHOR DO CAOS - Avila e a borboleta, símbolo da teoria que o consagrou: em algum desvão escuro do caos esconde-se a ordem que só a matemática descobre
SENHOR DO CAOS - Avila e a borboleta, símbolo da teoria que o consagrou: em algum desvão escuro do caos esconde-se a ordem que só a matemática descobre      (Gilberto Tadday/VEJA)
A matemática possui não apenas verdade, mas também suprema beleza — uma beleza fria e austera, como a da escultura.” Para quem apanhou da matéria na escola, a definição do filósofo e matemático inglês Bertrand Russell (1872-1970) é uma afronta. Afinal, no mesmo instante em que esta reportagem está sendo lida, crianças e jovens em todas as partes do mundo estão repetindo em dezenas de idiomas: “Eu detesto matemática!”. Isso não a torna menos verdadeira, austera e bela. A matemática é a linguagem que a natureza usa para expressar seus segredos aos seres humanos e, assim, se deixar dominar por nosso intelecto. Embora alguns símios demonstrem habilidades básicas com números, reconhecendo conceitos como muito e pouco, o pensamento matemático é tão e somente humano quanto a linguagem e, quem diria, o comércio. Nenhuma outra espécie descobriu o potencial de criação de riqueza das trocas vantajosas para os dois lados. Sem a capacidade matemática, não teria havido civilização. Os grandes gênios que semearam o terreno dos números para a evolução do conhecimento sempre buscaram harmonia e beleza ao se mover na direção da verdade, a grande recompensa. No começo, eram cientistas no sentido universal do termo, mas, à medida que a disciplina foi ganhando complexidade, o desbravamento ficou a cargo de especialistas — ou ultraespecialistas. É a esse grupo seleto que pertence Artur Avila, 35 anos, o primeiro brasileiro a gravar seu nome entre os pesos-pesados da matemática deste século como ganhador da honraria máxima, a Medalha Fields, prêmio que ombreia em prestígio com o Nobel.
Nenhum brasileiro voou tão alto no mundo acadêmico. O jovem carioca do Leblon ingressou em um panteão no qual só entra quem dá nova estatura à ciência germinada pelos egípcios, cultivada pelos gregos e elevada às alturas pelos homens pós-Renascença. Apenas aqueles cujos trabalhos lançam verdadeira e duradoura luz sobre enigmas resistentes da matemática e têm potencial para produzir mais podem sonhar em ser lembrados para receber a Medalha Fields. O brasileiro Avila é desses poucos e felizes 56 agraciados — aí computados os que, como ele, receberam a distinção durante o Congresso Internacional de Matemáticos, na Coreia do Sul. Mais do que virtuoses em seus campos, eles são autores de descobertas que reverberaram de forma poderosa na comunidade científica pela originalidade e pelo poder de abrir novas portas para o saber. Quando tomou conhecimento, há dois meses, de que seria agraciado com a medalha, Avila conjecturou em sua lógica peculiar: “Ótimo. Pronto. Esse problema acabou”.
Divulgação/VEJA
A PIONEIRA - A iraniana Maryam Mirzakhani, a primeira mulher a ingressar no rol dos medalhistas Fields: só entram nessa seletíssima turma autores de trabalhos originais que reverberam no mundo do saber
“Artur Avila foi escolhido pelo conjunto da obra, um sinal de maturidade e vigor criativo”, explicou a VEJA o matemático francês Étienne Ghys, 59 anos, integrante da comissão que elegeu os atuais medalhistas. O número de publicações com seu nome nas principais revistas especializadas é três a quatro vezes maior do que as assinadas por geniozinhos da mesma idade: são 56 trabalhos feitos em colaboração com estudiosos de todo o mundo. Dali se extrai a maturidade. Artur “atacou” e “destroçou” (esse é o jargão) problemas que prendiam a comunidade acadêmica em labirintos teóricos fazia décadas. Diz ele: “Na matemática, você está perdido quase o tempo todo, sem nenhuma garantia de que vai sair do escuro, por mais força que coloque em cima de um problema”.
Nesse mundo de esforços sem garantias de sucesso, Avila foi escolher como sua especialidade justamente uma das áreas mais complexas. Seu nicho é conhecido pelos matemáticos como sistemas dinâmicos. Simplificadamente, é o campo que tenta encontrar ordem no caos ou descobrir padrões em certos fenômenos que, à primeira vista, parecem completamente aleatórios. Albert Einstein, talvez o maior gênio científico de todos os tempos, intuitivamente rejeitava a incerteza — e com sua famosa expressão “Deus não joga dados com o universo” quis dizer que o desmonte teórico de um sistema inevitavelmente abriria caminho para outro tipo de ordenamento. Einstein bagunçou a sinfonia celestial de sir Isaac Newton e o balé perfeito dos astros em suas órbitas. Einstein encheu o céu de galáxias instáveis, estrelas explosivas, buracos negros devoradores de matéria. Um caos. Mas um caos obediente a uma regra fundamental, única, imutável: nada pode superar a velocidade da luz. Essa constante harmoniza o universo de Einstein e o torna tão previsível que até Newton se daria por satisfeito. Mas onde estaria o equivalente da velocidade em outros sistemas nos quais certamente existem ordem e regras, mas elas estão escondidas? Bem, elas estão em desvãos que só a matemática consegue iluminar. É nesses desvãos que o brasileiro Artur Avila tenta ver ordem no caos, o que ilumina mas, para desespero de nosso cérebro limitado, não acaba com todos os enigmas, a exasperação que, de novo, Einstein formulou com perfeição: “A coisa mais incompreensível do universo é justamente o fato de ele poder ser compreendido”.
O mais incompreensível no caos é justamente o fato de ele poder ser compreendido. É a isso que se dedica o brasileiro premiado com a Medalha Fields na semana passada. Deve-se ao meteorologista americano Edward Lorenz (1917-2008) a primeira reflexão sistemática sobre, afinal, o que rege o caos. Lorenz concluiu que, mesmo de posse de todas as informações — temperatura, pressão, chuva, sol —, era impossível cravar a previsão do tempo com dias de antecedência. Isso porque uma imperceptível alteração no ponto de partida — o vento provocado pelo singelo bater de asas de uma borboleta, comparou ele famosamente — poderia alterar tudo, tudo mesmo. Daí a questão: “O bater de asas de uma borboleta no Brasil pode causar um tornado no Texas?”. O lugar onde a borboleta bate as asas e o efeito causado mudam ao gosto do freguês, mas a indagação central de Lorenz permanece: como, por que e em sistemas de que tipo eventos aparentemente insignificantes podem dar origem a fenômenos avassaladores aparentemente desconexos em pontos remotos? A melhor aposta em uma resposta está em Avila e seus colaboradores.
Gilberto Tadday/VEJA
SER OU NÃO SER? - Avila prova um de muitos ternos antes de escolher qual vestiria no dia de receber a Medalha Fields: para cada decisão da vida prática, mil e uma conjecturas
“A matemática é um ser vivo alimentado de lógica, fruto da mente humana, e Artur se nutre o tempo todo dele”, resume César Camacho, dire­tor-geral do Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa), onde o jovem fez o doutorado. As questões que o rondam, portanto, repousam nesse mundo de abstração e são de uma complexidade tal que muito matemático se perde. “Às vezes, nem mesmo meus coautores entendem o que escrevo”, reconhece ele, que não se incomoda em ser pouco compreendido. Fiel ao lema “Quanto mais complicado, mais interessante”, Avila resolveu estudar a evolução do movimento de uma bola em um bilhar pentagonal — no jargão, um “brinquedo” matemático. Por que pentagonal? Simples: no quadrado ou no hexágono tudo é muito previsível. A ideia desses “brinquedos” não é tornar o jogo de salão (que Avila, por sinal, não pratica) mais atraente, mas extrair deles leis que possam reger tanto bolas de bilhar quanto partículas subatômicas interagindo com campos magnéticos em uma dimensão quântica. “Grandes matemáticos impactaram de forma decisiva diversas áreas do conhecimento sem nunca ter ambicionado nem sabido disso”, lembra Jairo da Silva, doutor em lógica e epistemologia. O alemão Johannes Kepler (1571-1630) usou os princípios divisados 2 000 anos antes pelos gregos para descrever a órbita elíptica dos planetas. Wernher von Braun e os engenheiros do Projeto Apollo utilizaram tão somente os cálculos de Kepler para colocar o primeiro homem na Lua, em 1969. É uma cadeia de transmissão de verdades reveladas pela matemática graças à “beleza fria e austera” que Bertrand Russell viu nela.
A trajetória de Avila combina um talento anunciado cedo, a exposição a um ambiente que o puxou para a fronteira de sua área e o pragmatismo para fazer escolhas na carreira. Na escola ou no Impa, Avila era daqueles alunos que pareciam ter pouca expressão, mas, quando abria a boca, mostrava que estava dois, três anos à frente dos colegas e levantava questões que emudeciam os professores. Quando descobriu as olimpíadas de matemática, praticamente deu adeus à escola. Aos 16 anos, no Impa e já fazendo mestrado, esqueceu as olimpíadas. “Fez” (entre aspas mesmo) a faculdade de matemática, na Universidade Federal do Rio, junto com o doutorado. Aos 21 anos, Avila já tinha concluído o Ph.D. e ainda estava pendurado em álgebra linear “básica” porque perdera o exame. Vingou-se solucionando um problema no qual o professor trabalhava fazia uma década. Moral da história para Avila? “Nunca subestime um aluno.”
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Vendo o invisível

As barras azuis acima parecem não ter significado. O olhar matemático, porém, distingue nelas a representação gráfica do Conjunto de Cantor. Proposto pelo alemão Georg Cantor no século XIX, esse conjunto é fechado, infinito não numerável, fractal e tem medida nula. Entendeu? Não. Então bem-vindo ao grupo formado por 99,999% da humanidade. Artur Avila faz parte de uma minoria do restante 0,001% de pessoas que não apenas sabem que Cantor formulou uma pedra fundamental da matemática, mas que são capazes de aplicar esse conhecimento a outros campos da ciência.
No caso de Avila, foi a física quântica, em especial a teoria segundo a qual, na interação com um campo magnético, um elétron adquire diferentes estágios de energia, formando um espectro ou leque que, por Deus não jogar dados com a natureza, deveria ter uma sequência não aleatória. Os físicos quânticos, coitados, não podem, por definição, medir diretamente os fenômenos sem arruinar todo o processo. Eles então teorizaram que o leque de energia do elétron deveria ser um Conjunto de Cantor. Avila deu a eles a certeza matemática de que é isso mesmo e, assim, fez o invisível se tornar visível.
Filho de funcionários públicos, ele escolhe onde e como quer trabalhar. Há treze anos, reveza-se entre o Rio, onde segue baseado no Impa, e Paris, onde aprendeu a apreciar foie gras e tornou-se diretor de pesquisas no Centro Nacional de Pesquisa Científica, uma espécie de CNPq. O cargo é pomposo, mas, tirando um ou outro formulário que precisa preencher, Avila se recusa a deixar que as aparências de ordem, sejam burocráticas, sejam acadêmicas, perturbem seu caos criativo. Oficialmente ele divide uma sala na Universidade Paris VI com um colega que ele nunca viu. No Rio, faz da praia o “escritório”. Conta que um amigo dos tempos do Colégio São Bento, onde passou quase toda a fase escolar, achava que sua vida era tão mansa que decidiu entrar para a faculdade de matemática. “Claro que não funcionou”, lembra Avila. Fazer política não é com ele. Diz um ex-colega do Impa, Jairo Bochi, 39 anos: “O Artur não assiste a palestras só por educação e não perde tempo com quem não lhe interessa”.
Sua casa em Paris fica estrategicamente localizada a poucos minutos a pé de alguns dos melhores centros da matemática do mundo: na Rua D’Ulm, próxima ao Panteão, enfileiram-se a École Normale Supérieure, o Collège de France e o Instituto Poincaré. O espremido apartamento parisiense é um caos à procura de ordem: roupas no sofá, no chão, na mesa, documentos espalhados e caixas vazias de leite. Nenhum livro à vista. O último que leu foi O Retrato de Dorian Gray, de Oscar Wilde, em 2009. “Perdi esse hábito, prefiro conversar”, diz. A escolha do terno, a barba e o corte de cabelo para ser apresentado ao mundo na cerimônia da premiação em Seul se transformaram em odisseia. De frente para o Museu do Louvre, no qual nunca botou os pé nesses anos todos de Paris, ele conclui: “Só a matemática me interessa”.

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

A MATEMÁTICA DAS ELEIÇÕES PARA DEPUTADO FEDERAL

PROJETO: ELEIÇÕES

CONTEÚDO: LEITURA E ESCRITA DE NÚMEROS. RESOLUÇÃO DE EQUAÇÃO DO 1º GRAU. REGRA DE TRÊS SIMPLES. PORCENTAGEM. OPERAÇÕES FUNDAMENTAIS E SEUS ALGORITMOS. LINGUAGEM MATEMÁTICA. ESTATÍSTICA. PESQUISA. COLETA E ANÁLISE  DE DADOS. CONSTRUÇÃO DE TABELAS.



TEXTO: A MATEMÁTICA DAS ELEIÇÕES PARA DEPUTADO FEDERAL

O art. 45 da Constituição Federal determina que o número total de Deputados, bem como a representação por Estado e pelo Distrito Federal, deve ser estabelecido por lei complementar, proporcionalmente à população, procedendo-se aos ajustes necessários, no ano anterior às eleições, para que nenhuma das unidades da Federação tenha menos de oito ou mais de setenta Deputados.
A Lei Complementar nº 78, de 30 de dezembro de 1993, estabelece que o número de Deputados não pode ultrapassar quinhentos e treze. A Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística fornece os dados estatísticos para a efetivação do cálculo.
Feitos os cálculos, o Tribunal Superior Eleitoral encaminha aos Tribunais Regionais Eleitorais e aos partidos políticos o número de vagas a serem disputadas.
Além do número mínimo de representantes, a lei determina que cada Território Federal será representado por quatro Deputados Federais.
O número de deputados federais por Estado é o seguinte: Acre: 8; Alagoas: 9; Amazonas: 8; Amapá: 8; Bahia: 39; Ceará: 22; Distrito Federal: 8; Espírito Santo: 10; Goiás: 17; Maranhão: 18; Minas Gerais: 53; Mato Grosso do Sul: 8; Mato Grosso: 8; Pará: 17; Paraíba: 12; Pernambuco: 25; Piauí: 10; Paraná: 30; Rio de Janeiro: 46; Rio Grande do Norte: 8; Rondônia: 8; Roraima: 8; Rio Grande do Sul: 31; Santa Catarina:16; Sergipe: 8; São Paulo: 70; Tocantins: 8.
O salário de um deputado federal é de R$ 26.723,13.
Os Estados brasileiros estão agrupados em cinco regiões, a saber: Região Norte: possui a maior área (3 869 637,9  km², ou 45,2% do território nacional) e com população de 16,3 milhões de habitantes. É a região com a menor densidade demográfica (3,77 hab./km², segundo o censo IBGE 2010). Possui sete estados: Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins;
Nordeste: possui um território de 1 556 001 km² (18,2% do território nacional). No qual tem o terceiro maior PIB do Brasil entre as grandes regiões. Sua população é superior a 50 milhões de habitantes. A região possui nove estados: Sergipe, Rio Grande do Norte, Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco e Piauí;
Centro-Oeste: ocupa 18,86% do território brasileiro, com uma área de 1.612.077,2 km2. Sua população é de cerca de 12 milhões de habitantes. A região possui três estados mais um distrito federal: Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul;
Sudeste: possui um território de 927 286 km² (10,9% do território nacional). Sua população é de cerca de 77 milhões de habitantes. Possui o maior PIB bem como as duas cidades mais populosas do Brasil: São Paulo, com pouco mais de 11 milhões de habitantes e Rio de Janeiro com cerca de 6 milhões. A região possui quatro estados: Espírito Santo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo.
Sul: é a que possui a menor área (575 316 km², ou 6,8% do território nacional) e sua população é de mais de 26 milhões de habitantes, é a segunda região mais rica do país, depois da Região Sudeste, e a que possui o maior IDH, a maior taxa de alfabetização e os melhores níveis de educação, saúde e bem estar social do país. A região possui três estados: Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
DISTRIBUIÇÃO DO ELEITORADO BRASIKEIRO POR REGIÃO

ABRANGÊNCIA
QUANTIDADE
%
CENTRO-OESTE
10.238.050
EXTERIOR
354.184
NORDESTE
38.269.533
NORTE
10.801.178
SUDESTE
62.041.794
SUL
21.117.307
 BRASIL
142.822.046
O Brasil tem os seguintes números de candidatos a deputado federal: a) Região Centro-Oeste: 434; Região Nordeste: 1326; Região Norte: 627; Região Sudeste: 3036 e Região Sul: 731. Na região Centro-Oeste, esses candidatos estão distribuídos da seguinte forma: Mato Grosso: 96; Goiás: 95; Mato Grosso do Sul: 116; e Distrito Federal: 127.

Agora responda, efetuando os cálculos, usando os algoritmos próprios:
01) Escrever as quantidades de deputados federais em ordem decrescente.

02) Qual é o valor total dos salários pagos pela Câmara dos Deputados aos Deputados Federais por Mato Grosso.

03) Qual é o valor total dos salários pagos pela Câmara dos Deputados aos Deputados Federais da Região Centro Oeste?

04) Qual é o valor total dos salários pagos ao conjunto dos Deputados Federais do Brasil, com exceção do valor pago aos deputados da Região Centro-Oeste?

05) Qual é o valor pago pela Câmara dos Deputados aos Deputados Federais do Brasil por região. Pesquisar na Biblioteca quais os Estados de cada região geográfica?

07) Qual é a região que possui o maior gasto com os salários de seus deputados? E qual é a menor?

08) Se o salário de quatro deputados federais é de R$ 106892,52. Qual é o salário de:
a) dez deputados federais?
b) cinquenta deputados federais?
c) 250 deputados federais?
d) 500 deputados federais?
09) Quantos candidatos o Brasil, a Região Centro-Oeste e o Estado de Mato Grosso tem inscritos para o cargo de Deputado Federal  às eleições de 2014?


10) Em relação ao número de candidatos a deputado federal no Brasil, qual é o percentual de candidatos por cada região política brasileira? E qual é o percentual de Mato Grosso em relação ao número de candidatos do Brasil e da Região Centro Oeste? Qual é media de eleitores por candidato no Brasil, nas regiões brasileiras e em Mato Grosso?

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Eleições 2014 - Governador de Mato Grosso

PROJETO ELEIÇÕES

CONTEÚDOS EXPLORADOS: Realidade atual; Leitura e compreensão da linguagem matemática; Operações fundamentais de adição, subtração, multiplicação e divisão; regra de três simples; equação do primeiro grau; razão e proporção; porcentagem. 


ANALISE O QUADRO FOTOGRÁFICO, LEIA O TEXTO ABAIXO


 ELEIÇÕES 2014. Estamos em época de eleições. Em Mato Grosso, cinco candidatos disputarão, no dia 05 de outubro (primeiro domingo do mês) em primeiro turno e no dia 26 de outubro (se houver segundo turno), os votos dos 2.189.703 eleitores nessas eleições para Governador do Estado. São eles: José Marcondes dos Santos Neto, o Muvuca, nº 31, pela coligação “Mobilizar e Humanizar”, que pretende gastar até R$10.000.000,00 na campanha; José Pedro Gonçalves Taques, nº 12, pela coligação “Coragem e atitude para mudar”, que pretende gastar na campanha até R$34.000.000,00; Dr. José Roberto de Freitas Cavalcante, Nº 50, do PSOL, o qual pretende gastar até R$ 1.000.000,00 na campanha; Lúdio Frank Mendes Cabral, nº 13, pela coligação “Amor a nossa gente”, que pretende gastar na campanha até R$30.000.000,00; e José Geraldo Riva, nº 55, pela coligação “Viva Mato Grosso”, que pretende gastar até R$35.000.000,00. Se for eleito, o novo governador terá um salário mensal de R$16.877,00. Atualmente, MT é governado por Silval da Cunha Barbosa, com 53 anos de idade. Ele foi eleito Vice-governador em 2006 e assumiu o governo quando o Governador Blairo Maggi renunciou para se candidatar ao Senado Federal.

I - AGORA RESPONDA ÀS QUESTÕES DE 01 A 05:


01 – Quantos candidatos disputarão as eleições para o Governo de Mato Grosso no ano de 2014?
a) 2  (    )        b) 3  (    )        c) 4  (    )        d) 5  (    )         e) 6  (    )

02 – Qual dos candidatos ao Governo de Mato Grosso pretende gastar mais na campanha política de 2014?
a) RIVA  (    )        b) TAQUES  (    )        c) MUVUCA  (    )       
d) CAVALCANTE  (    )         e) CABRAL  (    )

03 – Juntos, quanto os candidatos ao Governo de Mato Grosso, em 2014, pretendem gastar na campanha política?
a) 110 mil reais  (    )       
b) 110 milhões de reais  (    )       
c) Menos de 100 milhões de reais  (    )       
d) Mais de 110 milhões de reais  (    )         
e) 110 bilhões de reais  (    )

04 – Em 2014, qual é o valor do salário de Silval Barbosa?
a) Abaixo de R$ 10.000,00 (    )
b) Exatamente R$10.000,00  (    )       
c) Mais de R$10.000,00 e menos de R$ 15.000,00 (    )       
d) Mais de R$15.000,00 e menos de R$ 20.000,00 (    )       
e) Acima de R$20.000,00 (    )         

05 – Considerando que o valor do salário mínimo em 2014 é de R$ 724,00 (setecentos e vinte e quatro reais) mensais, quantos trabalhadores de salário mínimo poderiam ser pagos com o salário do Governador Silval Barbosa?
a) Menos de 10  (    )       
b) Mais de 10 e menos de 15  (    )       
c) Mais de 15 e menos de 20  (    )     
d) Mais de 20 e menos de 25  (    )         
e) Mais de 25 (    ) 


*************



II - Considerando que os cinco candidatos ao Governo de Mato Grosso, pretendem gastar mais de cem milhões na campanha política de 2014, conforme os dados do texto, proporcionalmente falando, que porcentagem dos recursos programados para a campanha é pretendida:
01 - Pelo candidato que pretende gastar menos?
a) Menos de 1%  (    )       
b) Exatamente 1%  (    )       
c) Mais de 1% e menos de 5%  (    )       
d) Mais de 5% e menos de 10%  (    )         
e) Mais de 10%  (    )

02 – Pelo candidato que pretende gastar mais?
a) Menos de 10%  (    )     
b) Exatamente 10%  (    )   
c) Mais de 10% e menos de 30%  (    )       
d) De 30% a 50%  (    )         
e) Acima de 10%  (    )

03 – Pelo candidato Muvuca ?
a) Menos de 10%  (    )     
b) Exatamente 10%  (    )   
c) Mais de 10% e menos de 30%  (    )       
d) De 30% a 50%  (    )         
e) Acima de 10%  (    )

04 – Pelo candidato da coligação “Amor a nossa gente”?
a) Menos de 10%  (    )     
b) Exatamente 10%  (    )   
c) Mais de 10% e menos de 30%  (    )       
d) De 30% a 50%  (    )         
e) Acima de 10%  (    )

05 – Pelo candidato da coligação “Coragem e atitude para mudar”?
a) Menos de 10%  (    )     
b) Exatamente 10%  (    )   
c) Mais de 10% e menos de 30%  (    )       
d) De 30% a 50%  (    )         

e) Acima de 10%  (    ) 

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III – Considerando o custo pré-estabelecido da campanha ao governo de Mato Grosso, de conformidade com o texto, qual seria o custo individual da campanha (custo/eleitor):

01 – Para o candidato José Geraldo Riva?
a) Abaixo de R$ 5,00  (    )        b) De R$ 5,00 a R$10,00  (    )        c) Acima de R$ 10,00 e abaixo de R$ 20,00 (    )        d) De R$ 20,00 a R$ 50,00  (    )         e) Acima de R$ 50,00 (    )

02 – Para o candidato José Marcondes dos Santos Neto?
a) Abaixo de R$ 5,00  (    )        b) De R$ 5,00 a R$10,00  (    )        c) Acima de R$ 10,00 e abaixo de R$ 20,00 (    )        d) De R$ 20,00 a R$ 50,00  (    )         e) Acima de R$ 50,00 (    )

03 – Para o candidato José Pedro Gonçalves Taques?
a) Abaixo de R$ 5,00  (    )        b) De R$ 5,00 a R$10,00  (    )        c) Acima de R$ 10,00 e abaixo de R$ 20,00 (    )        d) De R$ 20,00 a R$ 50,00  (    )         e) Acima de R$ 50,00 (    )

04 – Para o candidato Dr. José Roberto de Freitas Cavalcante?
a) Abaixo de R$ 5,00  (    )        b) De R$ 5,00 a R$10,00  (    )        c) Acima de R$ 10,00 e abaixo de R$ 20,00 (    )        d) De R$ 20,00 a R$ 50,00  (    )         e) Acima de R$ 50,00 (    )

05 – Para o candidato Lúdio Frank Mendes Cabral?
a) Abaixo de R$ 5,00  (    )        b) De R$ 5,00 a R$10,00  (    )        c) Acima de R$ 10,00 e abaixo de R$ 20,00 (    )        d) De R$ 20,00 a R$ 50,00  (    )         e) Acima de R$ 50,00 (    )



IV - AGORA RESPONDA ÀS QUESTÕES DE 01 A 05:

01) Considerando o valor dos gastos de campanha pretendido pelos candidatos ao governo de Mato Grosso qual seria o valor investido para conquistar o voto de cada eleitor mato-grossense?
a) Abaixo de R$ 5,00  (    )        b) De R$ 5,00 a R$10,00  (    )        c) Acima de R$ 10,00 e abaixo de R$ 20,00 (    )        d) De R$ 20,00 a R$ 50,00  (    )         e) Acima de R$ 50,00 (    )

02 – Considerando o valor do custo-voto eleitor mato-grossense, qual seria o valor do custo-voto Poxoréu nas eleições para o governo de Mato Grosso, sabendo que Poxoréu tem 13.111 eleitores?
a) Abaixo de R$ 100.000,00  (    )       
b) De R$ 100.000,00 a R$500.000,00  (    )       
c) Acima de meio milhão de reais e abaixo de R$ 700.000,00 (    )       
d) De R$ 700.000,00 a um milhão de reais  (    )         
e) Acima de um milhão de reais (    )

03 – Considerando os investimentos apenas do candidato que mais pretende gastar nessas eleições, conforme o texto introdutório, qual seria o valor do custo-voto do eleitor mato-grossense?
a) Abaixo de R$ 5,00  (    )        b) De R$ 5,00 a R$10,00  (    )        c) Acima de R$ 10,00 e abaixo de R$ 20,00 (    )        d) De R$ 20,00 a R$ 50,00  (    )         e) Acima de R$ 50,00 (    )

04 – Considerando o valor do custo-voto do eleitor mato-grossense, calculado em relação ao candidato José Geraldo Riva qual seria o valor do custo Poxoréu nas eleições para esse candidato ao governo de Mato Grosso, sabendo que Poxoréu tem 13.111 eleitores?
a) Abaixo de R$ 25.000,00  (    )       
b) Entre R$ 25.000,00 a R$50.000,00  (    )       
c) Acima de R$ 50.000,00 e abaixo de R$ 70.000,00 (    )       
d) De R$ 70.000,00 a R$ 100.000,00  (    )         
e) Acima de R$ 100.000,00 (    )

05 – Considerando o valor do custo-voto eleitor mato-grossense, qual seria o valor do custo Cuiabá nas eleições para o governo de Mato Grosso, sabendo que a Capital de Mato Grosso tem 410.010 eleitores?
a) Abaixo de R$ 10.000.000,00  (    )       
b) De R$ 10.000.000,00 a R$50.000.000,00  (    )       
c) Acima de cinquenta milhões de reais e abaixo de R$ 70.000.000,00 (    )       
d) De R$ 70.000.000,00 a cem milhões de reais  (    )         
e) Acima de cem milhões de reais (    )

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Investimento em educação deve aumentar de 5,7% para 7% do PIB até 2019

Investimento de 10% do PIB em educação não passa de uma caríssima demagogia barata; sem uma profunda reforma do sistema, haverá só aumento da ineficiência; Brasil já gasta uma fábula na área

04/06/2014 às 6:53

O Congresso aprovou o tal Plano Nacional de Educação, que agora vai para a sanção da presidente Dilma Rousseff. A principal medida — aquela que gera mais títulos da imprensa — é a que eleva, de forma gradual, os gastos da União, Estados e municípios com o setor a 10% do PIB até 2024. Em cinco anos, tem de chegar a 7% — hoje, está em 5,7%. As unidades da federação que não conseguirem cumprir com a sua parte terão de ser socorridas pela União. No papel, será tudo lindo: o plano prevê, para os próximos dez anos, entre outras coisas, a universalização do ensino infantil e pré-escola para crianças de 4 e 5 anos, do ensino fundamental e do ensino médio, a erradicação do analfabetismo, a superação das desigualdades educacionais, a valorização do professor e creches para pelo menos 50% das crianças de até 3 anos.
Falta ainda detalhar muita coisa, mas vamos lá. Será que o Brasil investe pouco em educação? A resposta, acreditem!, é “não!”. O nosso país investe é mal. Se não houver uma profunda reforma do sistema — que passe pela implementação de mecanismos de aferição de qualidade, podem esquecer! Nada vai acontecer. Faço uma pergunta básica, elementar, primária até. E a resposta não é menos óbvia: de que instrumentos dispõem hoje as três esferas da Federação — municípios, Estados e União — para cobrar resultados dos profissionais de educação, de sorte que possam premiar o mérito e punir a baixa qualidade? O país não dispõe nem mesmo de um currículo mínimo. Devemos ser o único país do mundo a ter um exame de caráter nacional, que dá acesso a ensino superior público e gratuito — o Enem — sem ter conseguido definir, afinal, o que se deve ensinar.
Sei que muita gente ficará chocada, mas o que fazer com a verdade senão explicitá-la? Em relação ao PIB, o Brasil está entre os países que mais investem em educação: mais do que o Reino Unido (5,6% do PIB), a Suíça (5,5%), os EUA (5,5%) e o Japão (3,8%). Não obstante, apresentamos um dos piores desempenhos. Vamos ver: a Holanda investe percentualmente pouco mais do que nós: 5,9% do seu PIB. Está em 10º lugar no Pisa, o exame internacional que mede a proficiência dos estudantes. Investindo 5,7%, o nosso país está em 53º lugar.
Vejam a tabela de países da OCDE com o percentual de investimento em relação ao PÌB, a posição no ranking e o desempenho no PISA.
investimento-em-educação-OCDE
Se este país chegar mesmo a investir 10% do seu PIB em educação — o que, se querem saber, duvido que aconteça um dia —, saltará para o topo do ranking, sempre considerando, claro!, que o nosso Produto Interno Bruto está ali pelo sétimo ou oitavo lugar. E sabem o que vai acontecer? Se não houver uma profunda reforma no sistema educacional, a resposta é nada. Teremos quase o dobro do gasto de hoje para colher os mesmos resultados pífios.
Evidentemente, os dias não andam sensíveis para ponderações como esta. Mas, graças a Deus, não sou político e não preciso de apoio a propostas impossíveis, de óbvio apelo demagógico, que, sei, não sairão do papel. Dado o modelo educacional brasileiro, mais dinheiro significará apenas mais ineficiência.
Texto publicado às 3h38
Por Reinaldo Azevedo

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Um convite especial

Um Convite Especial

Bom dia, caminhante...

Tenho a grata satisfação de dizer que Deus me concedeu a graça de aprender um pouco mais de seus mistérios revelados nas páginas de seu grande livro "A Natureza". Fiz um resumo desse aprendizado na mensagem "Aprendendo pela Observação", a qual, com maior satisfação ainda compartilho com você.

"Aprendendo pela Observação" poderá ser ouvida durante todo esse mês de agosto, a partir desse sábado (16/08/2014), às 14 horas( Horário de Brasília ), na Rádio Gospel Cristão, nos seguintes endereços:

Endereço do Portal: www.gospelcristao.com.br

Endereço direto da Rádio: http://www.gospelcristao.com.br/radio.htm    (24 horas).


A mensagem "Aprendendo pela Observação" também poderá ser ouvida HOJE na Rádio Neo Duque Pantanal, de Corumbá, MS, às 15:00 horas e às 19:00 horas, a qual poderá ser acessada no seguinte endereço:

http://neoduquepantanal.wix.com/ndpms

Caso prefira ler a mensagem, poderá fazê-lo no seguinte endereço:

http://www.umnt.blogspot.com.br/2014/08/aprendendo-pela-observacao.html

Caso você tenha ouvido ou lido a mensagem "Aprendendo pela Observação", de minha autoria e queira fazer-me alguma observação ou pergunta, fique à vontade para mandar-me sua comunicação através de meu e-mail: respland@gmail.com

Abraço e até uma outra oportunidade.

Prof. Izaias Resplandes de Sousa