domingo, 26 de agosto de 2012
quarta-feira, 14 de março de 2012
Olimpíada de Matemática: aberto prazo de inscrição para a competição deste ano
Estão abertas, até 30 de março, as inscrições para a 8ª
Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep). A
inscrição dos estudantes deve ser feita pelas escolas. Podem participar
alunos do sexto ao nono ano do ensino fundamental e das três séries do
ensino médio. leia mais, pagina do mec.
Olimpíada Internacional Matemática sem Fronteiras
A
Olimpíada Internacional Matemática sem Fronteiras foi criada em 1990 pela
Academia de Estrasburgo, França, com o objetivo de estimular o interesse dos estudantes
do ensino fundamental e médio para a Matemática.
No
Brasil, o concurso é organizado pela Rede POC - Rede do Programa de Olimpíadas
do Conhecimento - programa mantido pelo Instituto de Olimpíadas do
Conhecimento.
Mais
informações sobre a olimpíada aqui
Saiba
mais sobre a Rede POC: www.redepoc.comhttp://www.redepoc.com/
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
Distância entre dois Pontos
Plano de Aulas de Matemática para
o 3º ano – Início: 23/02/12
Livro Didático: IEZZI, Gelson et all..
Matemática: Ciência e aplicações. 6.ed. São Paulo: Saraiva, 2010.
Conteúdo Programático: Geometria
Analítica
Tópico Programático: Pontos
! – Geometria Analítica: Distância entre dois pontos
A distância
entre dois pontos corresponde à medida do segmento de reta que tem os dois
pontos como extremidades.
É indicada por
Veremos três
casos:
1º Caso:
O segmento AB é paralelo ao eixo x. A distância entre esses dois pontos é dada
pelo módulo das abscissas dos dois pontos:
dAB
= |XB – XA| ou dAB = |XA – XB|,
porquê como a operação está em módulo, seu valor final sempre será positivo,
ainda que a diferença seja negativa. O módulo de um número é sempre positivo,
ainda que ele seja negativo. Exemplos: |-1| = 1.
Ex.: Calcular a
distância entre os pontos P(– 2, 4) e Q(3, 4). Observe que esses dois pontos
têm a mesma ordenada, portanto, a reta formada por eles é paralela ao eixo x.
Demonstrar.
2º Caso:
O segmento AB é paralelo ao eixo y. A distância entre esses dois pontos é dada
pelo módulo das ordenadas dos dois pontos:
dAB
= |YB – YA| ou dAB = |YA – YB|.
Ex.: Ex.:
Calcular a distância entre os pontos P(3, – 2) e Q(3, 2). Observe que esses
dois pontos têm a mesma abscissa, portanto, a reta formada por eles é paralela
ao eixo y.
Demonstrar.
3º Caso:
O segmento AB não é paralelo a nenhum dos eixo coordenados x ou y. A distância
entre esses dois pontos será dada pela aplicação do Teorema de Pitágoras, no
triângulo retângulo que se forma com os pontos ABP, sendo P um ponto que terá a
mesma abscissa de B ou a mesma ordenada de A.
(dAB)2 = (dAP)2
+ (dBP)2, SENDO dAB = (XA – XB)2
e (dBP)2 = (YA – YB)2
Ex.: 1)
Calcular a distância entre os pontos A(2, 3) e Q(5, 1). Observe que esses dois
pontos NÃO têm a mesma abscissa e NEM a mesma ordenada, portanto, a reta
formada por eles nem é paralela ao eixo y e nem é paralela ao eixo x.
Demonstrar.
Ex.: 2)
Calcular a distância entre os pontos C(3, – 2) e D(3, 2). Observe que esses
dois pontos TAMBÉM NÃO têm a mesma abscissa e NEM a mesma ordenada, portanto, a
reta formada por eles nem é paralela ao eixo y e nem é paralela ao eixo x.
Demonstrar.
OBS.: A fórmula
do 3º caso poderá ser aplicada a todos os casos de distância entre dois pontos.
Neste caso basta considerar um terceiro ponto P com coordenada ou abscissa ZERO
conforme for o caso.
Demonstrar.
Exercícios:
Pag. 15, n. 14-21.
Exercícios extras: Pag. 16, n. 22-28.
Exercícios extras: Pag. 16, n. 22-28.
domingo, 12 de fevereiro de 2012
Bom dia 13 de fevereiro de 2012
Caros alunos:Hoje estamos iniciando nossas aulas de Matemática. Abaixo estão os planos de nossas primeiras aulas, com um resumo do conteúdo e as listas de exercícios. Leiam todas as orientações do livro. Elas complementam as aulas. Façam as atividades. Não percam tempo. Aproveitem as aulas para subtrair as dúvidas.
Saudações a todos.
Prof. Izaias Resplandes de Sousa
E-mail: respland@gmail.com
Plano de aula 1º ano PC 13-02-2012 - Conjuntos Numéricos - Introdução
Plano de Aulas de Matemática para
o 1º ano – Início: 13/02/12
Livro Didático: IEZZI, Gelson et all..
Matemática: Ciência e aplicações. 6.ed. São Paulo: Saraiva, 2010, V. 1
Conteúdo Programático: Geometria
Analítica
Tópico Programático: Pontos
! – Conjuntos Numéricos
Conjunto é uma coleção de objetos bem definidos e discerníveis,
chamados elementos do conjunto. Recebe o nome de uma letra maiúscula do
alfabeto latino: A, B, C, D... Os elementos são designados, genericamente por
letras latinas minúsculas:> a, b, c...
Relação de pertinência é a que se dá entre elemento e conjunto. Símbolos:
pertence e não pertence;
Obs.: Um conjunto pode ser
representado das seguintes formas:
a) pela enumeração de seus
elementos entre chaves;
b) por uma propriedade característica;
c) por um diagrama;
d) por uma sentença matemática
Obs.: Em um mesmo conjunto,
elementos iguais não se repetem quando da enumeração dos elementos. Ex.: garra
e agarra tem os mesmos elementos em sua grafia: {a, g, r}. São iguais.
Conjunto Unitário: possui apenas um elemento que satisfaz a
propriedade característica;
Conjunto Vazio: não possui elementos que satisfaz a propriedade
característica.
2 – Subconjunto é o conjunto menor (formado por uma parte dos
elementos) ou igual (formado pelos mesmos elementos) ao conjunto dado.
Relação de Inclusão é a que ocorre entre dois conjuntos. Símbolos:
está contido ou contém e suas negações.
O número de subconjuntos que se
pode formar com os elementos de um dado conjunto é dado pela potência de base 2
elevada ao expoente n, sendo n o número de elementos do conjunto.
Exercícios: Livro Texto, p. 10,
n. 1-4 e p. 13, n. 5-10.
Plano de Aula 3º ano PC 13-02-2012 Geometria Analítica - Ponto
Plano de Aulas de Matemática para
o 2º ano – Início: 13/02/12
Livro Didático: IEZZI, Gelson et all..
Matemática: Ciência e aplicações. 6.ed. São Paulo: Saraiva, 2010, V. 3.
Conteúdo Programático: Geometria
Analítica
Tópico Programático: Pontos
! – Geometria Analítica:
A Geometria
Analítica atribui significado às operações algébricas por meio de
interpretações geométricas.
O ponto é
representado por um par ordenado de números reais e as retas, circunferências e
outras curvas, por meio de expressões algébricas, através das quais podemos
estudar as propriedades das figuras geométricas.
2 – Plano Cartesiano: Formado por 2 eixos perpendiculares x e y ou
0x e 0y ou x0y, em que x é o eixo das abscissas e y é o eixo das ordenadas. O 0
é a origem do sistema cartesiano. É dividido em 4 quadrantes, numerados em
sentido anti-horário. A abscissa e a ordenada de cada ponto são as coordenadas
desse ponto.
Obs.: 1) Se um ponto tem abscissa
nula ele pertence ao eixo das ordenadas; se tem ordenada nula, pertence ao eixo
das abscissas.
Obs.: 2) Bissetriz é a linha que divide os quadrantes opostos ao meio, em
ângulos de 45º, passando pela origem. Os pontos que têm coordenadas iguais
pertencem à bissetriz dos quadrantes ímpares e os que têm coordenadas opostas
pertencem à bissetriz dos quadrantes pares.]
Exercícios: Livro Texto, p. 12,
n. 1-13.
Plano de Aulas 2º Ano PC 13-02-2012
Plano de Aulas de Matemática para
o 2º ano – Início: 13/02/12
Livro Didático: IEZZI, Gelson et all..
Matemática: Ciência e aplicações. 6.ed. São Paulo: Saraiva, 2010, V. 1
Conteúdo Programático:
Trigonometria
Tópico Programático: Fenômenos
Periódicos
Revisão: Semelhança e triângulos
Retângulos
Obs.: Antes de aplicar o Tópico
Programático, faremos uma revisão na parte introdutória da Trigonometria,
envolvendo os seguintes tópicos:
1 – Semelhança e triângulos
retângulos:
1 – Semelhança
entre figuras;
2 – Semelhança
de triângulos: introdução e razão de semelhança;
3 – Critérios
de semelhança: AA – Ângulo-Ângulo; LAL – Lado-ângulo-lado; LLL – lado
–lado-lado.
4 –
Consequência da semelhança de triângulo: primeira, segunda e terceira;
5 – O
triângulo retângulo: semelhanças no triângulo retângulo; relações métricas;
aplicações notáveis do teorema de Pitágoras.
2 – Trigonometria no triangulo
retângulo:
1 – Razões
trigonométricas: seno, cosseno e tangente de um ângulo agudo;
2 – Relação
entre razões trigonométricas;
3 – Ângulos
notáveis.
1 – Semelhança
entre figuras:
13/02/2012
Duas figuras são consideradas
semelhantes se houver entre as medidas lineares de seus lados correspondentes
uma constante de proporcionalidade “k” (medidas
lineares proporcionais: dobro, triplo, metade, terça parte...) e se os
ângulos correspondentes forem iguais (medidas
angulares congruentes). Ex.: Desenhando dois quadrados com lados iguais a 4 cm (Q1) e 2 cm (Q2), respectivamente,
observamos que m(Q1) = 2.m(Q2). Já os ângulos são iguais nos dois quadrados.
Portanto, esses dois quadrados são semelhantes.
Outros exemplos: Livro Texto, p.
242-243.
Exercícios: Livro Texto, p.
243-244, n. 1-7.
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
Plano de Curso de Matemática para o Ensino Médio 2012 da Escola Pe. César Albisetti
Escola
“Pe. César Albisetti” – Poxoréu, MT.
Plano
de Curso de Matemática para o Ensino Médio
Prof.
Izaias Resplandes de Sousa
Carga
horária: 3 aulas semanais.
Introdução
São
eixos cognitivos para o Ensino Médio:
I- Dominar a norma culta da Língua Portuguesa e
fazer uso das linguagens matemática, artística e científica.
II- Construir e aplicar conceitos das várias áreas
do conhecimento para a compreensão de fenômenos naturais, de processos
histórico-geográficos, da produção tecnológica e das manifestações artísticas.
III- Selecionar, organizar, relacionar, interpretar
dados e informações representadas de diferentes formas, para tomar decisões e
enfrentar situações-problema.
IV- Relacionar informações, representadas em
diferentes formas, e conhecimentos disponíveis em situações concretas, para
construir argumentação consistente.
V- Recorrer aos conhecimentos desenvolvidos para
elaboração de propostas de intervenção solidária na realidade, respeitando os
valores humanos e considerando a diversidade sociocultural.
De
acordo com os PCN+, a área de Ciências da Natureza, Matemática e suas
Tecnologias elegeu três grandes competências como metas a serem perseguidas:
1) Representação e comunicação: leitura, transmissão de idéias,
interpretação e produção de textos nas diversas formas características da área.
Algumas
habilidades referentes a esta competência são:
• Ler e interpretar dados apresentados em tabelas, gráficos, diagramas,
fórmulas, equações, ou representações geométricas;
• Traduzir informações de uma dessas formas de apresentação para outra;
utilizar essas formas de apresentação de informações selecionando, em cada
caso, as mais adequadas;
• Ler e interpretar diferentes tipos de textos com informações
apresentadas na forma de linguagem matemática como, por exemplo, artigos de
conteúdo econômico, que aparecem em jornais e revistas, social ou cultural, em
propagandas de promoções e vendas, apresentados em folhetos ou na mídia;
• Expressar-se com clareza sobre temas matemáticos oralmente ou por
escrito.
2) Investigação e compreensão: capacidade de enfrentar desafios e resolução
de situações problema, utilizando-se de conceitos e procedimentos peculiares
(experimentação, abstração, modelagem).
Algumas
habilidades referentes a esta competência são:
*
Identificar os dados relevantes numa situação-problema para buscar possíveis
resoluções;
*
Elaborar estratégias para enfrentar e resolver uma dada situação-problema;
*
Identificar regularidade em dadas situações; Fazer estimativas;
*
Interpretar, fazer uso e elaborar modelos e representações matemáticas para
analisar situações;
*
Reconhecer relações entre a matemática e outras áreas do conhecimento.
3) Contextualização no âmbito histórico ou sócio-cultural, na forma de
análise crítica das idéias e dos recursos da área, para questionar, modificar
ou resolver problemas propostos.
Algumas
habilidades referentes a esta competência são:
• Compreender a construção do conhecimento matemático como um processo histórico,
em estreita relação com as condições sociais, políticas e econômicas de uma
determinada época;
• Compreender a responsabilidade social associada à aquisição e ao uso do
conhecimento matemático, sentindo-se mobilizado para diferentes ações que
envolvam seu interesse como cidadão ou de sua comunidade;
• Utilizar as ferramentas matemáticas para analisar situações de seu
entorno real e propor soluções; etc.
Conteúdos:
Metodologia:
Aulas expositivas e trabalhos individuais e em grupo. Excepcionalmente,
conforme a disponibilidade, serão utilizados os recursos da mídia e
informática.
Avaliação:
Nos três primeiros bimestres, constará de uma prova por área, valendo 50% da
nota. Os outros 50% (cinquenta por cento) serão avaliados pelos meios de provas
admitidos pelo sistema, a critério do professor, conforme entendimento prévio
com os alunos.
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
Plano de Curso para o EJA Fundamental da Escola Profª Juracy Macêdo
Escola “Profª. Juracy Macêdo” – Poxoréu – MT. Ano Letivo: 2012
Planejamento de Curso – 1º./2º. EJA FUNDAMENTAL
Disciplina: Matemática.
Docente: Prof. Izaias Resplandes de Sousa
INTRODUÇÃO
De acordo com os PCN+, a área de Ciências da Natureza, Matemática e suas Tecnologias elegeu três grandes competências como metas a serem perseguidas:
1) Representação e comunicação: leitura, transmissão de idéias, interpretação e produção de textos nas diversas formas características da área.
Algumas habilidades referentes a esta competência são:
• Ler e interpretar dados apresentados em tabelas, gráficos, diagramas, fórmulas, equações, ou representações geométricas;
• Traduzir informações de uma dessas formas de apresentação para outra; utilizar essas formas de apresentação de informações selecionando, em cada caso, as mais adequadas;
• Ler e interpretar diferentes tipos de textos com informações apresentadas na forma de linguagem matemática como, por exemplo, artigos de conteúdo econômico, que aparecem em jornais e revistas, social ou cultural, em propagandas de promoções e vendas, apresentados em folhetos ou na mídia;
• Expressar-se com clareza sobre temas matemáticos oralmente ou por escrito.
2) Investigação e compreensão: capacidade de enfrentar desafios e resolução de situações problema, utilizando-se de conceitos e procedimentos peculiares (experimentação, abstração, modelagem).
Algumas habilidades referentes a esta competência são:
* Identificar os dados relevantes numa situação-problema para buscar possíveis resoluções;
* Elaborar estratégias para enfrentar e resolver uma dada situação-problema;
* Identificar regularidade em dadas situações; Fazer estimativas;
* Interpretar, fazer uso e elaborar modelos e representações matemáticas para analisar situações;
* Reconhecer relações entre a matemática e outras áreas do conhecimento.
3) Contextualização no âmbito histórico ou sócio-cultural, na forma de análise crítica das idéias e dos recursos da área, para questionar, modificar ou resolver problemas propostos.
Algumas habilidades referentes a esta competência são:
• Compreender a construção do conhecimento matemático como um processo histórico, em estreita relação com as condições sociais, políticas e econômicas de uma determinada época;
• Compreender a responsabilidade social associada à aquisição e ao uso do conhecimento matemático, sentindo-se mobilizado para diferentes ações que envolvam seu interesse como cidadão ou de sua comunidade;
• Utilizar as ferramentas matemáticas para analisar situações de seu entorno real e propor soluções; etc.
PACHI, Clarice Gameiro da Fonseca et. all. Educação de jovens e adultos: 6º. ao 9º. ano do ensino fundamental. V. 1. 2. ed. São Paulo: IBEP, 2009 (Coleção Tempo de Aprender).
Também serão utilizados os recursos da informática e da multimídia, além do quadro de giz.
Haverá aulas expositivas, trabalhos individuais e em grupo.
Avaliação: Será diagnóstica, através de acompanhamento diário. Será elaborado um relatório individual bimestral e um anual, observando se foram desenvolvidas as competências propostas.
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
O VALOR DO ENSINO TEÓRICO
Uma das
perguntas que mais se faz na área da educação é a seguinte: qual é a utilidade
do ensino das teorias com que a escola se envolve na maior parte do seu tempo
curricular? A pergunta visa a valorização absoluta do pragmatismo imediato, em
detrimento da busca aprofundada do conhecimento.
Refletindo
sobre o assunto, pode-se perceber as diminutas limitações desse raciocínio. É
de ver que, para o enfrentamento da complexidade da vida moderna, não basta um
conhecimento superficial. Os tempos atuais exigem que o homem seja capaz de
pensar soluções e tomar atitudes de profundas consequências, as quais, se
erradas, podem trazer prejuízos de dimensões catastróficas. Uma empresa
milionária pode quebrar da noite para o dia por conta de uma decisão mal
tomada, porquanto mal pensada.
O homem moderno
deve compreender o valor das idéias e vê-las como possibilidades. Ainda me
recordo de uma cena do filme “A máquina
do Crescimento” (1988), em que o personagem Lloyd, vivido por Adam Carl,
inventor de uma máquina capaz de fazer sementes se transformarem em árvores em
poucos segundos, mostra três sementes de abóbora para o seu amigo namorador
Danny (Steven Eckholdt), um garoto comum de quatorze anos, que se apaixonara
por sua professora (vivida pela bela Daphne Ashbrook), perguntando-lhe o que
ele via. Danny diz que via três sementes de abóbora, ao que Lloyd respondeu:
“Você vê sementes de abóbora; eu vejo possibilidades”.
Essa é a
diferença entre aquele que deseja conseguir resultados práticos imediatos,
tratando a vida como algo estático, parado no tempo, contrariando a fluidez e o
progresso da humanidade. Já dizia Heráclito que tudo flui o tempo inteiro e “a água que corre no rio hoje, já não é mais
a água de ontem; aquela já está no mar”. Os problemas da vida não se
repetem. O homem de hoje precisa ser capaz de reagir frente às adversidades que
surgirão em seu caminho. Portanto, deve ser um pensador, um buscador de novas
soluções e respostas aos desafios que surgirão das formas mais inusitadas possíveis.
Tudo o que
temos hoje em dia, outrora não passava de possibilidades. Todavia, ainda que
contrariando as evidências, alguém acreditou que era possível transformar a
utopia em realidade. E
envidou tempo, estudos, recursos e tudo o que tinha para ver isso acontecer.
Muitos morreram sem ver os resultados. Mas outros, seguindo suas pegadas deram
continuidade à busca dos resultados desejados e hoje nós colhemos os frutos
desse esforço e desse sacrifício, beneficiando de uma tecnologia até hoje nunca
vista.
Os primeiros
pensadores deram passos corajosos de gigantes, desafiando os mitos das
religiões ancestrais, explicando de forma lógica e racional a origem de todas
as coisas. Ainda que não estivessem certos em tudo, eles ousaram pensar,
idealizar e dar uma origem para todas as coisas. Foram essas idéias que fizeram
nascer as ciências especializadas em cada ramo do saber.
É muito
importante que o homem de hoje conheça a trajetória que seus ancestrais
percorreram para chegar aos dias atuais. É de saber que esses progressos
científicos que se vislumbram em nossos dias não caíram do céu e nem servirão para
todo o sempre. Eles precisarão ser aperfeiçoados, melhorados, modificados ou
mesmo substituídos por outros totalmente diferentes. Mas toda e qualquer
mudança, para que seja proveitosa, deve partir de uma dada realidade. Não se
pode ignorar os princípios e os fundamentos do conhecimento. Deve-se
conhecê-los para não incorrer nos mesmos erros dos que erraram e nem tampouco
ficar patinando na mesma descoberta.
Ao analisar as
bases do pensamento passado, o homem de hoje avançará. Ele não partirá da
estaca zero, mas seguirá a rota traçada pelos seus ancestrais.
Eu sonho com o
dia em que estaremos nos teleportando pelos quatro cantos do universo de forma
quase instantânea. Poderemos nos livrar de hecatombes e de quaisquer outros
perigos por esse meio. Conheceremos como nunca se conheceu, porque não haverá
limites para pormos os nossos pés. E sonho com tantas coisas mais. Eu acredito
que um dia seremos verdadeiros deuses, tantas serão as nossas possibilidades.
Mas isso só será possível quando aprendermos a cooperar uns com os outros,
dando nossas idéias e respeitando as idéias dos outros; quando aprendermos que
o novo é uma sucessão de muitos velhos. Meu filho não é apenas o meu herdeiro
genético. Ele é o herdeiro de toda a humanidade, mas precisa valorizar e se
apropriar de sua herança, sob pena dela não ter-lhe qualquer valor.
O homem deve
adquirir um completo domínio das linguagens para ser capaz de transmitir e
receber idéias com efetividade. Nossas idéias e as dos nossos ancestrais
poderão se perder no vazio cosmológico, caso sejamos incompetentes para
legá-las às novas e futuras gerações. Nesse momento estou legando essa reflexão
a todos os homens “ad infinito”.
É de observar
ainda que os instrumentos de cálculo hoje utilizados são bastante avançados,
mas ainda não foram suficientes para nos tirar das bordas do universo. Ainda
estamos avistando a praia. Navegamos poucas jardas. Precisamos de instrumentos
mais eficientes para o cálculo, a fim de que possamos avançar rumo ao
desconhecido cosmológico, como precisaram os nossos ancestrais do século XV
para realizar as chamadas grandes navegações. Da pesquisa de Wanessa de Souza[i],
destaco o seguinte excerto:
Apesar
do medo que o oceano provocava e das dificuldades técnicas de se viajar por
ele, nos fins do século XV, os europeus conseguiram desvendar seus mistérios,
movidos por questões econômicas, políticas, religiosas, e até mesmo pelo
fascínio que ele despertava. O que permitiu as grandes viagens marítimas, nesse
período, foi o desenvolvimento dos instrumentos de navegação, a criação de
embarcações mais resistentes e modernas, os incentivos e investimentos
financeiros e também a disposição dos navegadores para viajar. Instrumentos
como a ampulheta, a balestilha, o astrolábio, a bússola, o quadrante, etc, há
muito tempo conhecidos no oriente, foram, nesse período, bastante divulgados
entre os europeus e aperfeiçoados por eles. A criação da caravela pelos
portugueses, foi outro importante fator que possibilitou as viagens marítimas,
pois ela era uma embarcação forte, que permitia enfrentar correntes e
tempestades do alto mar, era veloz e dotada de bom espaço para carregar a
tripulação e a carga.
Quanta importância teve a ampulheta, a
balestilha, o astrolábio, a bússola, o quadrante e tantas outras criações da
genialidade daquele tempo que hoje consideramos ultrapassadas.
A revisão das idéias matemáticas
desenvolvidas ao longo da trajetória humana na Terra poderá ser o canal para a
descoberta de novas potencialidades de construção de ferramentas mais avançadas
e mais poderosas, as quais nos ajudarão na caminhada em direção ao núcleo onde
tudo começou e, avançando além dele, atingir a fronteira final na reta dos
cento e oitenta graus. Então acredito que tudo o que nos pareceria impossível
deverá se tornar possível e já não haverá segredos para nós. E seremos como
deuses.
É isso que estamos querendo ensinar na
escola. Para apagar fogo, temos os bombeiros. Para as soluções quotidianas,
temos o conhecimento cristalizado. Mas para resolver os enigmas do futuro, só
contamos com as escolas que se preocupam em discutir o conhecimento teórico
acumulado pela humanidade, que não apenas usa a tecnologia, mas que inova e
constrói a partir do que se tem, tantas e quantas forem as possibilidades.
Eu trabalho e faço parte de uma escola
que se baseia no conhecimento passado e presente para construir o conhecimento
futuro, porque esse é o tipo de conhecimento que entendo ser útil para a
humanidade da qual faço parte[ii].
[i] Souza, Wanessa de. As grandes navegações e o
descobrimento do Brasil. Disponível em:
.
Acesso em: 7 fev 2012.
[ii] Sousa,
Izaias Resplandes de. Pedagogo, Matemático e Advogado. Professor de Matemática
da Rede Pública Estadual de MT. Leciona nas escolas Pe. César Albisetti e Profª
Juracy Macêdo em Poxoréu, MT.
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
A motivação do sacrifício
A
gente pode passar a vida toda (a terrena e a eterna) de papo para o ar, sem se
preocupar com absolutamente nada, satisfeito com o que cair do céu a custo
zero. Podemos até ser feliz com esse tipo de vida, dizendo que ele é de graça.
Todavia, o sofrimento, a privação e a miséria têm um preço muito alto. Eu creio
que a gente pode até admitir viver uma parte de nossa vida dessa forma,
abstendo-nos de muitas coisas, desde que haja a perspectiva de um dia viver
melhor. Mas toda a eternidade é um inferno que seria intolerável.
Quando uma pessoa vai à escola, sacrificando
um tempo em que poderia estar tomando um banho de cachoeira, praticando algum
esporte, ou mesmo vagabundeando para cá e para lá, essa pessoa faz isso porque
acredita que a educação pode mudar os rumos de sua vida, dando-lhe condições
mais dignas para viver, com possibilidade de ter uma renda melhor e de poder
usufruir dos bens de consumo postos à disposição de todos os que podem pagar
por eles.
A vida de
estudante até o canudo da graduação, normalmente flui até os vinte, vinte e
cinco anos. E a vida média de uma pessoa no Brasil deve estar beirando os
setenta e cinco anos e aumentando cada vez mais. Isso significa que o jovem
estudante que vai à escola, abstendo-se desse tempo de vida em que ficará
restrito à sala de aula será um investimento para assegurar que nos próximos
cinquenta anos de sua vida ele poderá realizar aquele sonho da vida melhor. A
proporção entre o sacrifício e o gozo é de um por três, ou vinte e cinco por
setenta e cinco. Portanto o sacrifício do banco escolar é um sacrifício que
vale a pena. É temporário.
Por outro lado,
existem aqueles que investem no gozo e na felicidade eterna. Sacrificam-se aos
prazeres dessa vida para poder desfrutar dos prazeres celestiais. Nesse caso, a
proporção é incomparável. São setenta e cinco por toda uma eternidade. Se no
primeiro caso já valia a pena, neste, então, não há o que discutir. Vale a pena
qualquer sacrifício para se alcançar o prêmio da vida eterna.
Essa é a reflexão.
O sacrifício pode ser eterno. A pessoa pode ter uma vida miserável aqui e no
além também. Mas, se estiver disposto a um pouco de renuncia por acreditar que
o amanhã feliz valerá a pena, ainda que hoje se tenha de sacrificar alguma
coisa, então essa pessoa estará devidamente motivada para enfrentar a luta com
coragem, altivez e determinação. E ela será uma vencedora.
Acredite na
vida melhor, acredite em um futuro diferente. Vamos em frente. E que Deus nos
ajude e nos abençoe com muitas vitórias neste ano letivo de 2012.
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